


Vida de Cão eu sou André (Relato de Janeiro)
Intro
São Paulo, oito de janeiro
Duas mil e vinte e seis
Treze horas da tarde…
Mais um dia começa outra vez
Aqui estou, mais um dia
Cabeça cheia, sem opção
Sob o olhar sanguinário da Geane
Falando sem parar, sem compaixão
Cê não sabe como é caminhar
Com esse falatório no ouvido
Dia inteiro, noite inteira
Já tô quase enlouquecido
O dia tá sol, mas o clima é tenso
Já tentei fugir, pensei nisso
Mas de um a cem, minha chance é zero
Tô preso nesse compromisso
Mais chata que turbina de avião
Falando sem freio, sem dó
Três dias ainda pela frente
Meu Deus… olha só
Pré-Refrão
Será que Deus ouviu minha oração?
Será que o juiz aceitou a apelação?
Mando um recado lá pro meu irmão
Diz pra ele que ela não quer me soltar não
Refrão
Esse é meu relato, essa é a situação
Tô vivendo uma verdadeira vida de cão
Falo, reclamo, mas não tem solução
Tô lascado, preso nessa confusão
Esse é meu relato, não é ficção
Dia após dia, mesma prisão
Se isso é castigo ou provação
Só sei que dói no coração
Se eu tivesse usando droga
Acho que não tava tão ruim não
Mas ela vem com aquele cachorro
Que fica lambendo a minha mão
Pode crer, vou ligar pro Niltão
Ele é gente fina, irmão
Vai que ele me tira dessa
Em menos de um dia… ou não
Tanto faz, os dias são iguais
Prisão perpétua, sem perdão
Até o Maduro deve tá melhor
Que eu com a Geane no ouvidão
Refrão (repete)
Esse é meu relato, essa é a situação
Tô vivendo uma verdadeira vida de cão
Falo, reclamo, mas não tem solução
Tô lascado, preso nessa confusão
Outro
Esse é meu relato final
Desse janeiro sem noção
Se eu sobreviver a essa história
Prometo… viro cidadão



Love it!
Nice voice
So moving